JambaKiaxi

O mundo noticioso sem preço

Angola é o país mais sorridente de Africa, diz relatório da ONU.

0planeta1Um País que viveu 37 anos de guerras, dor, luto e tristezas, 11 anos depois de alcançar a paz, é considerado o País mais satisfeito de Africa, ocupando a 61ª posição a nível mundial, superando países emergentes como a China e a Rússia.

Mas afinal, o que é este índice da felicidade onde Angola brilhou?

A ideia surgiu, em Julho de 2011, quando a assembleia geral das Nações Unidas tomou uma decisão histórica, em convidar todos os países membros a medirem a felicidade dos habitantes e a usarem esses dados para melhorar as suas políticas. Em Abril de 2012, no âmbito do primeiro encontro dedicado à felicidade e bem-estar, presidido pelo primeiro-ministro do Butão, foi apresentado o primeiro relatório mundial sobre felicidade (World Happiness Report), da autoria de três especialistas mundiais no tema: o canadiano John Welliwell, o britânico Richard Layard e o americano Jeffrey Sachs (o principal mentor dos chamados Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, da ONU). Poucos meses depois, a OCDE utilizou a metodologia deste relatório para definir os padrões internacionais para a medição do bem-estar, permitindo assim as comparações entre países.

O Inquérito realizado pela empresa especializada Gallp, consiste em entrevistar indivíduos de cada País, aos quais perguntam como avaliam a sua vida em termos de felicidade. Os inquiridos devem pontuar o seu nível de satisfação de zero a dez. Logo, podemos dizer que os resultados de Angola (5,15) estão nos degraus cimeiros dessa escada, na qual o melhor país, a Dinamarca, registou a pontuação de 7,69, ao passo que o pior, o Togo, obteve apenas 2,93. Outro propósito deste relatório consiste em explicar as principais causas que determinam as diferenças no nível de felicidade das nações. Os autores concluíram que há seis factores-chave: rendimentos (PIB per capita); esperança de vida saudável; suporte social; percepção de corrupção; prevalência da generosidade e, por fim, a liberdade de escolha.

Mas a análise dos autores não se limitou ao ranking das nações. Eles dedicaram um capítulo à saúde mental, um dos principais elementos que condicionam a felicidade individual. Concluíram que cerca de 10% da população mundial sofrem de depressão ou ansiedade crónica. No final do relatório, concluem que as pessoas emocionalmente felizes possuem vidas mais satisfatórias, vivem em comunidades solidárias e têm mais hipóteses de serem saudáveis, produtivas e ligadas socialmente. Esta é uma boa notícia para o povo mais feliz de África.

O índice de felicidade é calculado em duas perspectivas: a emocional (ontem sentiu-se feliz?) e a analítica (está feliz com a sua vida como um todo?).

Por último, os autores analisam os factores que determinaram essa pontuação. Descobriram que há seis variáveis-chave que explicam três quartos das diferenças entre as avaliações de cada país. São elas: o PIB per capita (o produto interno bruto de um país dividido pelo número de habitantes); a esperança de vida saudável (o número de anos que um indivíduo acredita que viverá com saúde); o suporte social (o nível de protecção, ou simplesmente ter alguém com quem contar, durante os períodos de dificuldade); a percepção quanto ao nível de corrupção; a prevalência da generosidade e, por fim, a liberdade para fazer escolhas.
Fonte: Exame Angola

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: