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Emídio Rangel defende regulação do jornalismo em Angola

O jornalista Emídio Rangel considerou hoje que é necessária uma regulamentação efectiva da actividade jornalística em Angola, lembrando que a par de jornais públicos e privados que “reproduzem realidades bem distintas”, não existe a obrigatoriedade do direito de resposta.

“Quem chegar a Luanda vai reparar numa banca de jornais bem guarnecida com jornais públicos a disputarem leitor a leitor com os jornais privados, reproduzindo realidades bem distintas, mas qualquer leitura primária conduzirá a erros que não interessam a quem desenvolve um trabalho diário e procura respostas quase científicas”, disse o jornalista numa intervenção numa conferência que assinala o dia da cultura angolana, hoje em Lisboa.

O jornalista, que está envolvido no lançamento de um novo canal televisivo em Angola, notou que a par desta concorrência existem também “jornais e revistas que militantemente exercem acção informativa e opinião contra o governo com uma agressividade que só pode ser condenada porque roça o insulto”, razão pela qual Rangel defende a passagem à forma de lei de um conjunto de princípios que já vão sendo aplicados, como o direito de resposta, o direito à pluralidade de opinião, entre outros.

“Existe uma multiplicidade e pluralidade de vozes ao dispor do cidadão, e este é o princípio de onde começa a democracia e o progresso de qualquer comunidade: afasta-se a verdade única e reafirma-se diferentes interpretações da mesma realidade, dando espaço e destaque a diferentes vozes”, disse o jornalista, salientando que, tal como “Roma e Pavia não se fizeram num só dia, também a comunicação em Angola só em tempo de paz é possível ir construindo um país norteado por valores que garantam a actividade jornalística”.

Por isso, conclui, é preciso consagrar em forma de lei os princípios basilares do jornalismo, como o direito de resposta, a lei da televisão, a lei da rádio, adquirido que está o princípio da pluralidade.

“Estamos muito próximo de chegar a este estádio de desenvolvimento porque em parte este edifício já estão construído; falta algumas coisas, mas enfim, as guerras sempre entorpecem os gestos das pessoas de boa vontade”, conclui o antigo fundador da SIC e da TSF.

Emídio Arnaldo Freitas é um jornalista português. Iniciou a sua carreira profissional em Angola, em 1965, primeiro como locutor da Rádio Huíla, depois na Rádio Comercial de Angola, a partir de 1967. Chegado a Portugal, em 1975, ingressou na Universidade de Lisboa, onde viria a licenciar-se em História. Em 1976 já estava na Radiodifusão Portuguesa, onde foi subchefe de redacção, entre 1985 e 1988.

Em 2001 ingressou na RTP, ocupando o cargo de director-geral até 2002. Regressou à TSF participando na sua restruturação. Publica uma crónica semanal no Correio da Manhã e participa no debate Directo ao Assunto, moderado por João Adelino Faria, na RTPN (W)

Lusa/SOL

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This entry was posted on 14 de Janeiro de 2014 by in Politica and tagged , , , .

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