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FAA e seu papel na manutenção da paz e da estabilidade e África

FAAA matéria foi publicada pelo Jornal Sol na sua última edição, sobre o título Vantagens geográficas de Angolan nela vários analistas políticos afirmaram que a estabilidade militar em Angola ajuda na projecção deste país em África, e na arquitectura da paz e estabilidade no continente.

O especialista em relações internacionais Joel Borges considera que o facto de o Governo alocar boa parte das suas receitas ao sector da defesa faz com que Angola tenha “uma das forças armadas melhor equipadas a nível da região austral, desempenhando um importante papel na manutenção da paz e da estabilidade”.

O também docente universitário lembra que, neste momento, o país apoia a estabilização na República Democrática do Congo (RDC), estando igualmente a contribuir para as tentativas de estabilidade na República Centro Africana (RCA) e no Sudão do Sul.

Angola está a presidir a Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, onde tem o desafio de encontrar soluções para os conflitos na zona, com destaque para a RCA e RDC.

Já Belarmino Van-Dúnem, especialista em relações internacionais, garante que a estabilidade nos últimos 11 anos e o contributo que Angola tem dado aos outros países africanos para manter estabilidade revelam a sua importância na região: “Alguns países buscam assessoria e consultoria na figura do Presiente José Eduardo dos Santos”.

Angola, além de ter recursos naturais, está numa zona estratégica, com um litoral de mais de 2.000 quilómetros, salienta o analista em relações internacionais Bernardino Neto. O responsável alerta que, diante de vários interesses, o Estado deve tomar decisões “certas”.

Olhando para o direito internacional do mar, observa-se que antes era definido como território soberano dos países litorais a faixa de 12 milhas da costa. Hoje, porém, este limite pode ultrapassar as 350 milhas.

Segundo Bernardino, há recursos minerais por explorar, os quais “são pontos de conflito e chamam outros temas da agenda, como alterações climáticas”. Entretanto, na busca da sua soberania, constata o especialista, vários interesses chocam em Angola: de um lado estão os Estados Unidos da América e do outro a China. De igual modo, estão ainda nesta “luta” os países da União Europeia.

Tendo em conta esta confluência de interesses, alerta, o Estado angolano precisa de tomar decisões acertadas e olhar para as futuras gerações, sob pena de desembocar em situações menos positivas. “A liderança deve ser direccionada para a construção nacional”, defende.

Adesão à zona de comércio livre

Questionado sobre a entrada na Zona de Comércio Livre, Bernardino frisa que, face à África do Sul, que se apresenta no mercado com mais de 3.000 produtos, seria contraproducente a adesão de Angola: “Quantos produtos temos para estarmos com algum equilíbrio diante da economia sul- africana?”.

O especialista salienta que Angola tem adoptado as políticas aduaneiras mais adequadas: tem relações com multinacionais, sendo a África do Sul também um “parceiro estratégico”. Bernardino Neto antecipa que “o país vai conhecer outra dinâmica sobretudo do ponto de vista económico e vai poder dar outros saltos a nível das relações com outros Estados, até porque é dos países que mais crescem no contexto africano e mundial”.

Com 35 milhões de hectares de terra arável e apenas cinco milhões usados para cultivo, há potencial de exploração de recursos na agricultura. A par disso, estão os recursos hídricos cujo aproveitamento não passa os 5%. “Quando olhamos para os interesses dos outros países, o petróleo é a parte mais visível. Vemos que Angola é o segundo maior produtor de África e que, tendo em conta os conflitos na Nigéria, o país está de facto em primeiro lugar”, afirma Bernardino.

E a falta de transparência e de uma democracia plena, que se associa a Angola, não dá uma má imagem ao país? “São processos que não se constroem do dia para a noite e por isso não podem ser o rótulo para definir Angola”.

Já Belarmino Van-Dúnem, questionado sobre se a longevidade do Presidente da República no poder não coloca o país numa posição desconfortável em relação ao exterior, refere que “o que está em causa não é a longevidade no poder, é as pessoas renovarem a legitimidade do seu poder. Alternância não significa alternar as políticas, significa renovar o poder”.

 

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This entry was posted on 14 de Janeiro de 2014 by in Politica and tagged , , , , , , , , , , , .

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