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Ministro da Defesa angolano responde a polémica dos porta-aviões

candido

Cândido Pereira dos Santos Van-Dúnem
Ministro da Defesa Nacional

O ministro da Defesa Nacional, Cândido Pereira dos Santos Van-Dúnem, assegurou à imprensa, à margem da cerimónia de cumprimentos de ano novo aos adidos militares acreditados em Angola, que o país não tem nenhum porta-aviões e que a sua aquisição, a concretizar-se, obedecerá a um processo organizado.

“Conseguimos manter os nossos espaços marítimos resguardados. Portanto, dizer-se que é uma prioridade pode não colher aquilo que pode ser a interpretação de outras pessoas”, disse.

O governante não confirmou, nem desmentiu, mas adiantou: “Seja qual for o equipamento que as Forças Armadas Angolanas (FAA) possam adquirir, vai sempre decorrer de um processo organizado de aquisição”.

“Podemos comprar qualquer tipo de material de guerra”

“É uma acção natural. Da mesma forma que podemos ter comprado tanques e artilharia, se calhar, amanhã podemos comprar este ou aquele equipamento que entra dentro da orgânica das forças armadas”, declarou.

O general desmentiu que as águas marítimas angolanas estejam fragilizadas, garantindo que “estão seguras”, ao mesmo tempo que registou, como positiva, a atuação e a intervenção das autoridades nigerianas no caso do petroleiro Kerala, que foi dado como desaparecido.

“Vamos dirigir uma mensagem de apreço por terem colaborado connosco”, informou.

Questionado sobre os passos que serão dados para solucionar este problema, Cândido Van-Dúnem apelou à compreensão dos jornalistas por se tratar de uma matéria técnica e que deve ser descrita com detalhes.

“O que nós queremos dizer é que tudo ficou esclarecido e que não há vulnerabilidade nos nossos mares, como que se pretendeu dizer. As águas territoriais angolanas con-tinuam e continuarão sempre bem guardadas e as acções que, even-tualmente possam decorrer no nosso território encontrarão sempre a res-posta necessária”, assegurou.

Segundo o ministro, a situação “está sob controlo” e, assim que os factos estiverem devidamente esclarecidos, o Executivo “ vai tranquilizar” a população e a comunidade internacional, por via de entidades próprias, que farão sair “informação concreta”.

Em relação aos prejuízos que tudo isto provocou a Angola, o governante notou que são “questões técnicas”, que não cabem ao seu pelouro.

“Acredito que outros organismos poderão ser mais claros nessa resposta. A nós, Ministério da Defesa Nacional, incumbe dizer que as águas territoriais angolanas estão controladas e não há qualquer perigo de uma cação de pirataria. Nós continuaremos a manter-nos vigilantes para evitar que situações dessa natureza possam pôr em causa a soberania e a tranqui-lidade do povo”, asseverou.

REORGANIZAÇÃO E REEQUIPAMENTO

Cândido Van-Dúnem lembrou que as Forças Armadas Angolanas “estão a atravessar um processo de reorganização e reequipamento”, que vai aumentar a sua capacidade de resposta.

Angola, segundo o ministro, continuará a contribuir activamente para os esforços de manutenção da paz, “assumindo as suas responsabilidades no plano internacional, particularmente em África, no quadro regional e nos organismos políticos em que está

inserida, nomeadamente na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), na Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), na Comissão do Golfo da Guiné e na Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos”.

Adiantou que o combate ao terrorismo, ao tráfico de armas, de drogas, de pessoas, à imigração ilegal, à pirataria marítima, à pilhagem dos recursos naturais e a outros crimes transnacionais são “um problema comum que exige cada vez mais uma maior eficácia nas políticas de cooperação e respostas conjuntas no domínio da defesa e segurança”.

“Vivemos os primeiros dias do ano de 2014 e anima-nos constatar que é uma preocupação permanente dos povos amantes da paz, a construção de Estados democráticos, onde a liberdade, a democracia, a estabilidade e a observância dos direitos humanos são factores vitais para o desenvolvimento, no sentido de proporcionar a cada cidadão uma convivência ou coabitação harmoniosa, solidária e de justiça”, declarou.

Cândido Van-Dúnem sublinhou que o Executivo está cada vez mais convencido de que o “clima de distensão nas relações entre os Estados permite buscar formas de cooperação mais equilibradas, dentro dos princípios internacionalmente acordados de não ingerência, respeito mútuo e reciprocidade de vantagens, de maneira a privilegiar o intercâmbio tecnológico e científico entre os países, particularmente no domínio da Defesa e das Forças Armadas”.

REDOBRADA RESPONSABILIDADE

O também general das Forças Armadas Angolanas garantiu que serão assumidos “com redobrada responsabilidade”, os compromissos que o país tem no quadro bilateral e multilateral, para dar o seu contributo na defesa da paz e segurança internacionais e para a promoção de relações cada vez mais salutares entre os Estados, que “salvaguardem, sempre, os princípios universais pelo respeito das soberanias”.

Recordou que Angola assumiu recentemente a presidência da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, onde, através da “genuína disponibilidade, experiência e responsabilidade comum”, vai procurar “encontrar as melhores soluções para terminar os conflitos” que ainda subsistem.

“Durante o nosso mandato não vamos poupar esforços para garantir a paz, a segurança e a estabilidade política naquela sub-região do continente”, evidenciou.

Para o ministro da Defesa Nacional, as políticas de cooperação devem ser estreitadas e alicerçadas numa estratégia integrada de segurança e de desenvolvimento, tendo em vista a estabilização dos Estados e a sua permanente inserção no processo de globalização, que é cada vez mais dinâmico.

“O Ministério da Defesa Nacional e as Forças Armadas Angolanas (FAA) contam com o apoio e empenho dos adidos de defesa para o reforço da cooperação tradicional e institucio-nal, assim como para a concretização dos nobres ideais da paz, do desenvolvimento e da sã convivência entre os povos”, enfatizou.

Cândido Pereira dos Santos Van–Dúnem sublinhou que, no âmbito da reforma do sector da defesa, o país espera continuar a contar com a cooperação dos seus parceiros estratégicos, no sentido da modernização, da inovação e da eficácia.

Fonte: Novo Jornal

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