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Angola estende a mão e doa 10 milhões de Dólares

RCA

Catherine Samba-Panza
Presidente Interina da República Centro-Africana

Presidente Interina da República Centro-Africana, Catherine Samba-Panza, considerou quarta-feira, em Luanda, não haver uma situação de genocídio no seu país, mas admitiu que o clima é de “extrema preocupação”.

“Não temos uma situação de genocídio, mas a situação prevalecente é realmente preocupante, por isso, estamos a lutar para levar a segurança a toda a população, não importando a sua religião”, revelou.

Catherine Samba-Panza falava em conferência de imprensa, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, no termo da visita oficial de 48 horas que efectuou a Angola, no âmbito do reforço da cooperação bilateral.

“Como Angola e a RCA são membros da Comunidade Económica dos Estados da África Central e também da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, os países membros destas instituições preocupam-se com a situação que assola um dos membros”, acrescentou.

“Durante esta visita de trabalho, fizemos o roteiro das questões ligadas às matérias de cooperação em todos os domínios, mas particularmente no domínio da segurança, no domínio humanitário e também do apoio financeiro, que culminou com a assinatura de vários acordos”, lembrou.

Catherine Samba-Panza foi recebida ao final da manhã pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

O Chefe de Estado da República de Angola e a Presidente de Transição da República Centro-Africana (RCA) manifestaram a sua satisfação pelo actual nível das relações políticas e de cooperação entre as duas Nações, além das perspectivas que se abrem no aprofundamento das suas relações.

Segundo um comunicado de imprensa do Ministério das Relações Exteriores de Angola, chegado à Angop, os dois estadistas sublinharam a necessidade de continuarem a trabalhar para uma nova dinâmica.

De acordo com o comunicado, Catherine Samba-Panza informou ao seu homólogo angolano sobre o estado geral do seu país, do ponto de vista político, militar, económico, social e humanitário, tendo falado sobre o empenho e os esforços do Governo Centro-africano na criação de condições para a estabilização do país e promoção da paz e da reconciliação nacional.

Já José Eduardo dos Santos, refere a nota, “apreciou vivamente” a evolução da situação e encorajou a Presidente Catherine Samba-Panza a prosseguir os esforços, tendo em vista garantir a paz e a estabilidade na República Centro-Africana, por forma a que os centro-africanos possam usufruir dos seus benefícios.

O Presidente angolano manifestou a solidariedade de Angola para com o Governo e povo Centro-Africano e decidiu conceder um apoio financeiro substancial ao Governo daquele país, para atenuar a crise humanitária que se vive no seu território.

Relativamente à situação regional, os dois chefes de Estado manifestaram preocupação quanto à situação que prevalece, nomeadamente na República do Sudão do Sul.

“A situação de segurança é preocupante, com muitas violações dos direitos humanos. A situação humanitária é dramática, devido à falta de segurança”, disse Samba-Panza, evidenciando que “ainda há muito por fazer”, embora já se note “uma evolução”.

“Não podemos resolver num mês os problemas que persistem há mais de 20 anos”, disse, sublinhando que os “picos de violência continuam, mas de uma maneira geral a situação começa a ficar sob controlo”.

Angola descartou enviar tropas para a República Centro Africana, mas promete dar ajuda financeira e humanitária.

Os primeiros contactos entre as delegações de Angola e da República Centro Africana (RCA) começaram terça-feira última, em Luanda. As delegações discutiram o aprofundamento das relações entre os dois Estados. Dos grupos de trabalhos constituídos, um tratou do sector da segurança e o outro discutiu a questão do financiamento.

O ministro das Relações Exteriores, Georges Chicoty, disse que o apoio de Angola está garantido e vai para além da ajuda humanitária.

“É extremamente sensível, não só a situação humanitária, mas também a situação que o governo da República Centro Africana está atravessar, não têm meios para poder responder a nada. Em função disso, o Presidente da República decidiu dar alguma contribuição, não só ajuda humanitária, mas também ao governo. Estamos a elaborar um crédito concessionário com taxas de juros muito baixas, para dar uma ajuda de longo prazo a República Centro Africana”, garantiu.

Angola concedeu uma ajuda financeira de 10 milhões de dólares para acudir a situação humanitária que afecta a RCA.

Angola e a República Centro-Africana integram a Comunidade

Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e a Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL), sendo que, nesta última, a presidência rotativa da organização é ocupada desde Janeiro passado por Angola.

Fonte: Novo Jornal

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This entry was posted on 7 de Março de 2014 by in Sociedade and tagged , , , , , , , .

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