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ONU informada sobre o Censo em Angola

0,3241ef97-e40e-4f63-b8a9-e379822be5ef--r--NjQweDM0Mw==Angola, que tem quatro censos populacionais em atraso, apresentou esta terça-feira, 4, junto das Nações Unidas (ONU) o processo para esta actividade, que se inicia no mês de Maio.

O atraso deve-se à situação de guerra que o país viveu, que não permitiu realizar periodicamente os censos populacionais, no seguimento da orientação das Nações Unidas, que orienta todos os Estados a procederem num intervalo de dez anos.

Durante a apresentação, feita por responsáveis do Instituto Nacional de Estatística (INE), foi realçado que a paz, a transição na elaboração de planos de emergência de curto prazo, para planos de desenvolvimento de longo prazo, a descentralização política, a vontade política, entre outros, constituem alavancas para o sucesso do Censo Geral da População e Habitação, a realizar-se em Angola de 16 a 31 de Maio de 2014, o primeiro nos últimos 40 anos.

Segundo a equipa que apresentou o Censo, o processo, avaliado em 200 milhões de dólares americanos, a serem suportados apenas pelo Governo angolano, envolve uma comissão inter-ministerial integrada por 11 ministérios, o INE, centenas de cartógrafos e milhares de agentes, estimando-se que irá cobrir uma população estimada em 21 milhões de pessoas.

Nesta empreitada, Angola conta com a parceria estratégica do Fundo das Nações Unidas para a População cerca de 90 mil técnicos vão recolher dados nas 18 províncias, para fazer o retrato demográfico, habitacional e socioeconómico do país e de instituições vocacionadas para a estatística de países como o Brasil, África do Sul, Portugal, Moçambique, entre outros, bem como de consultores internacionais.

Ao longo da apresentação, efectuada durante um evento paralelo intitulado «Rumo ao fim do Programa Mundial de Censo para a década 2010», a comitiva angolana apontou algumas dificuldades no processo, como a pouca experiência técnica institucional, a existência de algumas áreas isoladas ou de difícil acesso e a concentração de recursos humanos qualificados em certas regiões do país.

No entanto, os apresentadores salientaram que as lições aprendidas durante o Censo Piloto de Maio de 2013, ajudarão a corrigir alguns aspectos da operação do Censo Geral da População e Habitação, cujos resultados preliminares serão anunciados após três meses do recenseamento e os finais até 18 meses.

A apresentação de Angola despertou grande interesse por parte dos Estados membros das Nações Unidas, de organizações não-governamentais e da sociedade civil presentes ao evento, que além de elogiarem o esforço até aqui desenvolvido, encorajaram as autoridades angolanas a apostar numa estratégia de comunicação eficiente com a população, nos diversos níveis de estratos sociais, a fim de assegurar a realização com êxito do processo.

O evento também reconheceu o recenseamento habitacional e populacional como um dos principais recursos de recolha de dados, para a efectiva planificação do desenvolvimento e tomada de decisão, bem como para monitorar as tendências demográficas e avaliação de políticas.

Em Maio, arranca a operação de Recenseamento Geral da População e Habitação – será a primeira de uma Angola independente, já que o último censo tem mais de 40 anos.

Cerca de 90 mil técnicos vão recolher dados nas 18 províncias, para fazer o retrato demográfico, habitacional e socioeconómico do país. Os resultados estatísticos permitirão avaliar as áreas mais importantes em que o Executivo deve investir.

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This entry was posted on 7 de Março de 2014 by in Politica and tagged , , , , , , , .

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