JambaKiaxi

O mundo noticioso sem preço

Ajuste necessário

08ea8fe6bc4c26c37a7d9fe6a7e1c730O presidente da Associação Industrial de Angola, José Severino, disse que a redução dos subsídios aos preços dos combustíveis é uma medida necessária, e deve continuar nos próximos tempos porque os benefícios atingem um número maior de cidadãos.

José Severino também sublinhou a ponderação que foi observada em relação ao preço do gasóleo, que é o combustível mais utilizado na actividade produtiva.

“Há coerência, entretanto é um pouco no sentido inverso àquilo que acontece no mundo, porque o preço do combustível baixou, mas sente-se que ainda assim estamos longe dos preços praticados nas economias reais, embora esses países façam dos preços dos combustíveis uma fonte de receitas”, disse.

Este movimento vai continuar, acrescentou, “e é bom que isso fique bem claro, pois este aumento não reflecte ainda a realidade objectiva dos preços dos refinados”, acrescentou José Severino.

A Sonangol Distribuidora foi autorizada, pelo Ministério das Finanças, a actualizar os preços dos produtos derivados de petróleo em 20 por cento, passando o litro de gasolina a custar 90 kwanzas e o de gasóleo 60 kwanzas, no âmbito da estratégia do Executivo de redução da carga de subsídios para a melhoria da qualidade da despesa pública. Nos termos do Decreto Executivo, passam a ser excluídos do regime de preços fixados o fuel leve, o fuel pesado e o asfalto, passando os seus preços a ser formados no âmbito do regime de preços livres, cessando assim o ónus do Estado com o custo de subvenções.

O ajustamento vai permitir ao Executivo criar espaço fiscal, para assegurar a sustentabilidade da política fiscal e garantir o financiamento do Plano Nacional de Desenvolvimento até ao fim da legislatura. O novo reajuste dos preços dos combustíveis ocorre numa altura em que o défice fiscal do país se aprofunda face à queda constante do preço do barril do petróleo, negociado ontem abaixo dos 60 dólares.

Devido à baixa do petróleo, o Orçamento Geral do Estado para 2015 entrou, em Outubro, no Parlamento com um défice de 7,6 por cento, à razão de 81 dólares o barril. Mas de lá para cá, o preço do barril caiu mais de 20 dólares, o que pressupõe um buraco maior do que o previsto no OGE para 2015, aprovado no princípio deste mês pelo Parlamento.

Para financiar o défice, o Executivo prevê contratar mais de nove mil milhões de dólares, principalmente com financiamento externo, embora seja certo que vai contrair dívida interna, mas com a condição de a pagar a seguir para não inviabilizar os fornecedores e, com isso, o crescimento e o emprego.

Fonte:Angop/Jambakiaxi

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This entry was posted on 29 de Dezembro de 2014 by in Economia, Politica and tagged , , .

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