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Forças dos rebeldes estão pressionadas

SSDSO ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, reafirmou o apoio ao desmantelamento compulsivo dos rebeldes das Forças Democráticas de Libertação do Ruanda, que desestabilizam o leste da República Democrática do Congo.

O prazo para o seu desarmamento voluntário estabelecido pela ONU terminou sábado.

“Estamos todos de acordo com a realização da operação militar para desarmar compulsivamente as Forças Democráticas de Libertação do Ruanda, que já deviam ser desmanteladas há 20 anos”, declarou.

Em declarações a jornalistas angolanos, Georges Chikoti, questionado sobre a urgência de medidas para a estabilidade da RDC, disse que há consenso, mas que as forças dependem da ONU e aguardam também luz verde das autoridades da RDC para viabilizar a operação.

Georges Chikoti falou da possibilidade de realização de uma cimeira sobre a questão, com os países da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, da África Austral, a ONU e União Africana, em Angola ou noutro país.

Na semana passada, o representante especial do Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas para a Região dos Grandes Lagos, Saïd Djinnit, disse à RNA que os sinais de desarmamento dados pelos rebeldes não são convincentes.

Na última Cimeira de Luanda, os Chefes de Estado da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos deram prazo de seis meses, para que os rebeldes das Forças Democráticas de Libertação do Ruanda se rendam, e este período terminou no sábado. No caso de incumprimento, arriscam-se a enfrentar uma força militar internacional, que tem já o apoio total dos Estados Unidos.

De acordo com o embaixador Saïd Djinnit, os passos dados pelos rebeldes inclinaram-se mais para forçar o adiamento de uma possível intervenção militar internacional. “Depois deste prazo vai se pôr em acção o plano de combater esses rebeldes. Recebemos algumas indicações de que eles estariam a desarmar-se de uma forma voluntária, mas não tem sido a um nível que quiséssemos que fizessem”, informou. Saïd Djinnit destacou ainda o empenho de Angola na pacificação e estabilização da Região dos Grandes Lagos.

Pacificação da região

O enviado especial de Ban Ki-moon afirmou, também, que o mandato de Angola a membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU traz uma grande esperança de paz para África, em particular para a Região dos Grandes Lagos.

“Gostava de encorajar o senhor Presidente José Eduardo dos Santos a continuar os esforços na pacificação da região. A eleição de Angola para membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas vai incrementar o apoio para a pacificação, não apenas na Região dos Grandes Lagos, mas, também, para toda a África”, disse.

No dia 17 de Dezembro, o Presidente José Eduardo dos  Santos analisou, em Luanda, com o Presidente do Ruanda, Paul Kagame, a situação de paz, segurança e estabilidade na Região dos Grandes Lagos.

No centro do diálogo estiveram a situação na República Democrática do Congo e República Centro Africana, países assolados por vários conflitos internos armados.

Na qualidade de  Presidente em exercício da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, José Eduardo dos  Santos realiza consultas periódicas com alguns homólogos da região, com o objectivo de buscar soluções para pôr termo aos conflitos na região. A situação no leste da República Democrática do Congo está ligada principalmente ao fim do prazo dado às Forças Democráticas para a libertação do Ruanda,  que até ao presente não honraram o compromisso de desarmamento voluntário e de acantonamento de forma a garantir  a execução do acordo quadro para o leste da região.

Reunião em Bangui

Quanto à República Centro Africana, existe uma concertação para as partes em conflito se sentarem à mesma mesa e encontrarem um entendimento para a retomada da segurança no país. O que se pretende em Bangui, capital da RCA, “é a criação de reuniões entre os grupos com vista a um entendimento, facto que vai desembocar no encontro de reconciliação nacional, segundo observadores internacionais que acompanham o evoluir da situação reinante neste país, motivada por conflitos religiosos”.

A Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos foi criada após os conflitos políticos que marcaram a região, em 1994, cujo resultado marcou o reconhecimento da sua dimensão e a necessidade de um esforço concentrado, com vista à promoção da paz e do desenvolvimento na região.

Fazem parte deste órgão regional Angola, Burundi, República Centro Africana, Congo, República Democrática do Congo, Quénia, Uganda, Ruanda, Sudão, Sudão do Sul e Tanzânia.

Fonte:JA/Jambakiaxi

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This entry was posted on 5 de Janeiro de 2015 by in Politica and tagged , , , , , , , .

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