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Governador Isaac dos Anjos só apareceu dois dias depois da tragédia no Lobito

rgegretrhIsaac dos anjos estava de férias no Lubango e só regressou 2 dias depois da tragédia.

Devido às fortes chuvas que causaram a morte de mais de 70 pessoas na província de Benguela, o governador da província, Isaac dos Anjos, teve que cancelar as férias e retornou do Lubango na manhã de sexta-feira, quase dois dias depois da tempestade.

Quem  orientou os trabalhos da Comissão Provincial de Protecção Civil é o governador em exercício e vice-governador para os Serviços Técnicos e Infraestruturas, Victor Moita.

Uma comissão chefiada pelo ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa,que  também se encontrava na província. Integram a delegação ainda o ministro da Saúde, José Van-Dúnem, o ministro da Reinserção Social, João Baptista Kussumua, o ministro do Interior, Ângelo da Veiga Tavares, e o secretário de Estado para os Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, Eugénio Laborinho.

Outra comissão liderada pela deputada da UNITA, Miraldina Jamba, também se encontra no Lobito.

Em entrevista à Rádio Nacional de Angola, o ministro Bornito de Sousa, informou que o Governo disponibilizou Kz 100 milhões (USD 934 mil) para ajudar as vítimas. “O governo disponibilizou recursos na ordem dos Kz 100 milhões para acudir às populações. Devo dizer que estou aqui à frente de uma delegação ministerial formada pelo presidente José Eduardo dos Santos para prestar junto dos familiares e das autoridades municipais e provinciais as sentidas condolências e o gesto de solidariedade pela trágica ocorrência, particularmente na cidade do Lobito, e que sabemos que também se estendeu aos municípios da Catumbela, Caimbambo e na capital Benguela”, declarou.

Ontem, a organização não governamental Omunga divulgou uma nota pública em solidariedade com as vítimas e solicitando maior controlo do Governo sobre as construções em áreas inapropriadas.

“A procura de denominadas zonas de risco para a construção das habitações, essencialmente pelos mais pobres, demonstra em si a falência das políticas habitacional e urbanística do governo em que não se garante o exercício pleno do direito à habitação condigna da maioria da população para além da ausência das medidas preventivas de fiscalização”, aponta.

Tragédia poderia ser evitada

O bispo da diocese de Benguela considerou  que as consequências das chuvas no município do Lobito podiam ter sido evitadas se tivesse havido uma avaliação da situação pelas autoridades eclesiásticas e civis.

Eugénio Del Corso, que se encontra no Moxico a participar na primeira Assembleia Plenária da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), disse que a construção de casas em zonas de risco “é um problema muito grande”.

“Porém a minha surpresa, é que se fala disso especialmente, por exemplo de pessoas e famílias que vivem em localidade de risco em Luanda, noutras províncias onde há ravinas, mas para Benguela é a primeira vez que oiço isto, este desastre natural, que ceifou tantas vidas”, disse o bispo, em declarações à Rádio Ecclesia.

O bispo sublinhou que muitas construções foram feitas em colinas, zonas que “agora se dizem perigosas”, sobretudo em tempo de guerra, onde se instalaram muitas pessoas de localidades do interior e até de outras províncias.

“Acho que é um pouco culpa das autoridades eclesiásticas e civis, não terem feito uma avaliação dessa situação”, frisou.

“Pelo menos, que eu saiba, talvez não esteja bem informado neste aspecto, mas a mim não chegou nenhuma informação sobre o número ou a situação de famílias que vivem em lugares arriscados, em localidades de risco, não me chegou nenhuma informação”, reiterou.

Para o bispo da Diocese de Benguela, a “situação drástica” que aconteceu naquela província no litoral sul de Angola, é “uma forte chamada de atenção” para as autoridades, da necessidade de “uma boa investigação para prevenir que acontecimentos tão lutuosos como estes nunca mais aconteçam”.

Um temporal que se registou na noite de quarta-feira até ao início da manhã de quinta-feira provocou a morte de 67 pessoas, na sua maioria crianças, além da destruição total de 119 casas e parcial de outras 46, de uma igreja e a inundação de oito escolas.

O balanço ainda é provisório e as autoridades acreditam que o número venha a aumentar, porque muitas pessoas continuam desaparecidas, prosseguindo o trabalho de limpeza das valas e as buscas de mortos e desaparecidos.

Fonte:Angola 24 horas/Jambakiaxi

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This entry was posted on 23 de Março de 2015 by in Politica, Sociedade and tagged , , , , , , , .

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