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XENOFOBIA NA ÁFRICA DO SUL: Estrangeiros assustados fecham lojas em Joanesburgo

qwfqImigrantes  no centro de Joanesburgo, o maior centro económico e comercial da África do Sul, fecharam ontem as suas lojas receando que a onda de violência xenofóbica, que já matou cinco pessoas em Durban, atingisse aquela cidade.

A África do Sul estabeleceu campos de refugiados seguros em Durban, um porto-chave na costa do Oceano Índico para os imigrantes que fogem, cujas lojas foram saqueadas na violência que dura há duas semanas.

Não havia relatos de saques e violência em Joanesburgo, o epicentro dos ataques xenófobos que mataram mais de 60 pessoas em 2008, mas o medo atingiu alguns estrangeiros.

Segundo algumas fontes, o pânico surgiu depois de alguns logistas receberem mensagens por telemóveis advertindo-os a fechar as suas instalações, alegando que “os Zulus estão vindo para a cidade para matar todos os estrangeiros na rua”.

A Polícia confirmou o encerramento de alguns estabelecimentos. “Estamos a monitorar a situação”, disse o porta-voz da Polícia de Joanesburgo, Wayne Minnaar, citado pela Reuters.

Entretanto, no actual foco da violência na África do Sul, Durban, a situação continua tensa, apesar da comissária nacional da Polícia, Riah Phiyega, ter dito que a Polícia estava a ganhar a luta contra a xenofonia em KwaZulu-Natal (KZN).

Phiyega disse, perante  a Comissão Parlamentar da Polícia, que a corporação estava a trazer calma à situação.

Mas, segundo referiu ontem o Times LIVE, os ataques a cidadãos estrangeiros alargaram-se a outras cidades de KZN, nomeadamente Pietermaritzburg, onde um grupo de pelo menos 15 sul-africanos tentou saquear lojas de congoleses, no centro da cidade.

O porta-voz da Polícia de KwaZulu-Natal, coronel Jay Naicker, disse que estrangeiros em toda a província estavam a fechar os seus negócios.

“Eles ouvem rumores de ataques iminentes e então fecham as suas lojas”, disse, citado pela Times LIVE.

Desde o início dos ataques, há cerca de duas semanas, pelo menos cinco pessoas – entre as quais uma criança de 14 anos – foram mortas e 74 presas, sob a acusação de assassinato, violência pública, roubo, assalto e posse ilegal de armas de fogo.

Oitocentos polícias foram mobilizados para restaurar a paz. O comissário provincial da Polícia de KZN, tenente-general Mmamonnye Ngobeni, disse que a corporação estava a fazer tudo ao seu alcance para restaurar a paz e estabilidade.

Fonte:Jornal Notícias/Jambakiaxi

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This entry was posted on 16 de Abril de 2015 by in Politica, Sociedade and tagged , , , , .

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