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Defendida análise de questões para fim de conflitos em alguns países da CIRGL

dawqwgO Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, General de Exército Geraldo Sachipengo Nunda, defendeu hoje, segunda-feira, em Luanda, a necessidade de uma análise que permite impulsionar as decisões tomadas pelas partes em conflito em alguns países da Região dos Grandes Lagos, com vista a instauração de um clima de paz e confiança.

O general Nunda fez essa referência quando discursava na cerimónia de abertura da reunião dos chefes de Estado Maior General das Forças Armadas e dos chefes dos Serviços de Informação da Conferência Internacional  sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), que hoje teve início em Luanda, com o objectivo de analisar a situação de paz e segurança nessa região de África, em particular na República Democrática do Congo, Republica Centro Africana, no Sudão do Sul e Burundi.

No que diz respeito a RDC, o dirigente militar angolano afirmou que passos significativos foram dados no concernente à criação de condições que permitiram o desarmamento, a desmobilização, o regresso aos países de origem e a reintegração social dos rebeldes das forças negativas, bem como dos seus familiares..

“Julgamos que um passo significativo foi dado neste sentido e que, perante a relutância manifestada pela Frente Democrática de Libertação do Ruanda (FDLR), um dos últimos redutos destas forças , as FARDC iniciaram uma ofensiva no sentido de forçar a sua rendição dos rebeldes da FDLR”, precisou a alta patente.

O general Geraldo Nunda frisou que as chefias militares da CIRGL reconhecem que esta não é uma operação fácil dada a vastidão e as condições do terreno em que ela se desenvolve e aos métodos de actuação que as forças rebeldes, regra geral, utilizam, mas é uma missão que quando for cumprida, garantirá a estabilidade e o desenvolvimento daquela parcela do território congolês e, fundamentalmente, o regresso das populações às áreas de origem, a sua segurança e bem-estar.

“Esperamos, agora, não só conhecer os resultados já alcançados, mas também o estado geral da situação no leste deste país”, destacou.

Quanto a situação no Sudão do Sul, o general Nunda recordou que este país obteve a sua independência em 2011, mas, ao fim de dois anos de permanência do conflito, o número de baixas revela a sua violência, pois estima-se em milhares de mortos e um milhão de deslocados no seio da população civil.

Neste sentido disse que os acordos de cessar fogo e de paz alcançados sob os auspícios da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) não tiveram ainda a devida aplicação e não garantiram o retorno a calma e a normalidade no Sudão do Sul, por forma a possibilitar a criação do governo de transição e de união nacional responsável pela implementação das medidas necessárias ao estabelecimento de um ambiente propício à organização de eleições livres.

“Temos por isso, a necessidade de olharmos para a situação deste país irmão, o mais novo do nosso continente e do mundo, e apoiarmos todas as decisões já tomadas no sentido de se estabelecer a confiança entre as partes e permitir que se instale um clima de paz e de normalidade para que se possa seguir o seu curso normal e renovar na sua população as esperanças tidas aquando da independência”, sublinhou.

A reunião que termina ainda hoje no fim da tarde está a analisar a actual situação de segurança na República Democrática do Congo e o desarmamento das Forças Democráticas de Libertação Ruanda (FDLR), no Sudão do Sul, na República Centro Africana e no Burundi.

Questões ligadas ao resultado da missão de paz na República Centro Africana, e nos estados da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e a ameaça do terrorismo na Região dos Grandes Lagos, serão igualmente analisadas no encontro.

Este encontro das chefias militares das forças armadas e dos serviços de informação da CIRGL, antecede a reunião extraordinária do comité de ministros da Defesa deste organismo, que terá lugar nesta terça-feira, também em Luanda.

A República de Angola, na pessoa do seu Presidente, José Eduardo dos Santos, assume por dois anos a presidência rotativa da CIRGL, cujo mandato iniciou em Janeiro de 2014.

A CIRGL foi criada após os conflitos políticos que marcaram a região dos Grandes Lagos, em 1994, cujo resultado marcou o reconhecimento da sua dimensão e a necessidade de um esforço concentrado com vista a promoção da paz e do desenvolvimento na região.

Fazem parte da CIRGL Angola, Burundi, República Centro -Africana, República do Congo, República Democrática do Congo, Quénia, Uganda, Ruanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia.

Fonte:Angop/Jambakiaxi

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This entry was posted on 11 de Maio de 2015 by in Politica, Sociedade and tagged , , , , .

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