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Samakuva volta a concorrer à presidência da UNITA

wergO líder da UNITA, Isaías Samakuva, concorrerá à sua própria sucessão em Dezembro próximo, altura em que o partido que dirige realizará o seu XII Congresso ordinário, apurou O PAÍS de fonte familiarizada com o assunto.  Segundo a fonte, o conclave realizar-se-á na primeira quinzena de Dezembro, segundo o parecer dado em Dezembro do ano passado pela Comissão Política do Comité Permanente (CPCP), órgão decisório do partido.

Para além de Samakuva, que a fonte admite poder vir a concorrer à sua própria sucessão, já que os estatutos a esse respeito são omissos quanto à limitação de mandatos, haverá outros concorrentes como tem sido norma. Mas a fonte disse ser ainda cedo para se falar neste assunto.

Há 12 anos na liderança do partido, caso se confirme essa intenção, Samakuva concorrerá pela quarta vez consecutiva. O actual líder que rendeu Jonas Savimbi, morto em combate em 2002, no Moxico, para ascender à liderança do “galo negro” concorreu e derrotou, em 2003, os companheiros Lukamba Paulo “Gato”, e Dinho Chingunji. Em 2007 derrotou Abel Chivukuvuku (actual líder da CASA-CE) e, em 2011, bateu copiosamente o jovem político José Pedro Kachiungo.

O último Congresso teve três candidaturas, sendo a terceira a do malogrado Sebastião Sapuile Veloso, que poucos dias antes do conclave havia retirado a sua candidatura por razões que ele dizia serem inoportunas para concorrer naquele congresso, mas que o poderia fazer num outro.

Segundo apurou este jornal, Isaías Samakuva é o candidato que reúne consenso no seio de um grupo de membros influentes da CPCP para continuar a dirigir o partido, numa altura em que se aproximam as próximas eleições legislativas previstas para 2017. Segundo a fonte, uma eventual mudança na liderança pode “atrapalhar todo um trabalho” até aqui realizado durante esses últimos quatro anos, tendo a fonte apontado Samakuva como o obreiro deste trabalho, mas que contou sempre com o apoio de todos os militantes e amigos que se revêem na UNITA.

Este velho quadro da UNITA disse ainda que Isaías Samakuva tem estado a ter um dirigismo exemplar à frente do partido, embora admita haver algum opositor no partido que não reconheça este seu desempenho.

Segundo apurou este jornal de outras fontes do “galo negro”, Samakuva goza de uma certa estima por figuras de referência internas do partido tais como; o veterano José Samuel Chiwale, Isaías Chitombi, Ernesto Mulato (vice-presidente do partido), Jaka Jamba, Daniel José Domingos (Maluka), Adalberto Costa Júnior, Alcides Sakala, Raul Danda, Gabriel Silvestre (Samy), Demósthenes Chilingutila, Manuel Savihemba, e Victoriano Nhany.

Na lista dos que defendem ainda a permanência de Samakuva na direcção da UNITA figuram também os nomes de “jovens turcos”, Liberty Chyiaka, Domingos de Oliveira, Alberto Ngalanela, Joaquim Sutila, Simão Dembo, John Dembo, Aly Mango e outros. “ Estes são apenas alguns dos muitíssimos que apoiam o presidente Samakuva”, afirmou a fonte. Segundo a mesma a fonte, a UNITA pretende alternar o poder através do voto em 2017, isto é, vencer as eleições e formar o novo Governo, com base no trabalho que esta força política tem vindo a desenvolver há já algum tempo sob a liderança de Samakuva. “Por isso, uma substituição pode precipitar as coisas”, observou.

A fonte, general das Forças Armadas Angolanas (FAA) reformado e um dos influentes membros da CPCP que falou sob anonimato, disse também que apesar de alguns constrangimentos funcionais, consubstanciados na falta de instalações para albergar a LIMA e a JURA, o resto caminha sem sobressaltos.

A fonte informou que essa situação deriva do facto de o Governo inviabilizar a entrega do património da UNITA que supostamente ocupou ilegalmente desde 1975, pouco tempo depois da eclosão da guerra pós-independência, entre os três movimentos então saídos da luta de libertação nacional: FNLA, MPLA e UNITA.

A fonte acusou dizendo que “o Executivo não quer devolver este nosso património “, e essa situação tem provocado muitos constrangimentos em Luanda e em algumas províncias onde esta força política não possui instalações condignas.

Fonte:O País/Jambakiaxi

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This entry was posted on 26 de Maio de 2015 by in Politica and tagged , , , , .

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