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Odebrecht despede cerca de dois mil trabalhadores Angolanos

efqwgfCerca de dois mil trabalhadores da Odebrecht foram despedidos desde que se instalou a crise económica. A empresa de construção civil prefere, no entanto, usar a expressão “desmobilização” para justificar a onda de despedimentos, argumentando com a crise económica e a conclusão de algumas obras. Só em Benguela, foram para o desemprego 1.200 trabalhadores, somados aos de Kambambe, no Kwanza-Norte.

O gerente de relações institucionais da Odebrecht, Justino Amaro, lembra que “toda a obra de construção civil tem fases e a mão-de-obra é contratada com base no tempo de execução”, findo os quais o contrato termina ou é renovado para outras empreitadas.
A falta de recursos financeiros para suportar os funcionários, face à situação macroeconómica do país, e a conclusão de obras, como o projecto Águas de Benguela e a modernização da barragem de Kambambe, ditou a decisão dos despedimentos.
Segundo Justino Amaro, o Estado é o principal cliente da Odebrecht que é afectada pelas dificuldades económicas e pelas medidas de austeridade impostas pelo Governo. “As empresas da construção civil estão a ressentir-se”, afirma, mas acredita que esta fase pode “ser ultrapassada”.
A Odebrecht garante que cumpriu com todos os passos legais, não tendo sido registada nenhuma irregularidade, “na medida em que deu tempo de gratificação, cumpriu com o aviso prévio e o pagamento de salários”, assegura Justino Amaro.

SITUAÇÃO  DRAMÁTICA

A situação é caracterizada como “dramática” pelo secretário executivo do Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Materiais de Construção e Habitação, Albano Calei. O responsável sindical admite que existem razões, mas entende que “a vida de centenas de jovens está a ser dramática, ainda que tenham sido indemnizados”.
A Odebrecht Angola emprega cerca de 20 mil trabalhadores, 90 por cento dos quais angolanos. Entre as principais obras, actualmente em execução, constam a Refinaria do Lobito, a barragem de Lauca, o melhoramento da barragem de Kambambe (ambas no Kwanza-Norte) e tem participações na Biocom, em Malanje. As obras em Benguela foram retomadas. Alguns trabalhadores que tinham sido despedidos foram reenquadrados, mas a empresa admite não ter capacidade para integrar todos.

Fonte:Angonotícias/Jambakiaxi

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This entry was posted on 11 de Junho de 2015 by in Economia, Opinião Publica, Politica, Sociedade and tagged , , , , , .

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