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Gato candidata-se à liderança da UNITA

efwLukamba Paulo “Gato” membro do Comité Permanente da Comissão Política (CPCP) da UNITA (na foto), poderá voltar a concorrer à liderança da segunda maior força política do país, em Dezembro, altura em que o partido realizará o seu XIIº Congresso, apurou O PAÍS de fonte familiarizada com o assunto.

Caso se confirme a pretensão, o antigo secretário-geral será o segundo pré-candidato na corrida presidencial do partido, depois do anúncio de Abílio Camalata Numa, feito há 21 dias. Quanto ao actual líder do partido, Isaías Samakuva, esse continua indeciso, deixando tudo para até por alturas da convocação do conclave, que ocorre quatro meses antes.

Samakuva continua a não abrir o jogo, aliás, nesta Quarta-feira,24, reiterou essa posição mesmo em conferência de imprensa, que serviu para analisar os conteúdos dos Acordos firmados entre Angola e a China. (ver peça à parte).

Questionado sobre o assunto, Samakuva reiterou o que disse em Benguela, durante uma jornada de campo por si realizada no princípio deste mês, que o levou também à vizinha província da Huíla, para constatar o funcionamento das estruturas de base do partido que dirige.

Em Benguela, o líder da UNITA afirmou que a sua ou não recandidatura para concorrer à sua própria sucessão está(va) a depender da vontade dos militantes, embora tenha manifestado, em surdina, não concorrer para mais um mandato, que seria o quarto, segundo fontes ligadas ao seu gabinete.

Aliás, a recandidatura ou a renúncia de Samakuva a liderar a UNITA, tem sido motivos de debates internos entre os membros do Comité Permanente da Comissão Política. Há quem defenda a continuidade dele na liderança, tendo em conta o escasso tempo que nos separa das próximas eleições gerais de 2017.

Segundo esta franja de membros da CPCP, que incluem os secretários provinciais, citando fontes deste jornal, a substituição de Samakuva por um outro candidato, desmontaria toda uma máquina eleitoral por si montada e pela sua equipa, cuja finalidade é disputar o poder palmo a palmo com o seu rival, o MPLA, destroná-lo do Governo, ou conquistar mais lugares na futura Assembleia Nacional.

Para eles, segundo ainda as mesmas fontes, é o candidato consensual para mais um mandato e no fim deste sairia para ocupar-se de outros cargos de relevo no partido, ou dedicar-se à família, em virtude da sua idade (68 anos), embora ele próprio diga ainda estar com muita força para trabalhar para o seu partido e para o país.

Há um outro grupo que defende a sua saída já neste conclave, para dar lugar a um outro candidato, alegando que o actual líder do partido já deu o que tinha para dar ao partido, deixando, por isso, vaga para outros concorrentes que possam liderar a política e atingir os objectivos que o partido persegue, ou seja, o poder.

Esse grupo é liderado maioritariamente por jovens políticos da nova geração, educados durante o tempo da Resistência Popular Generalizada (RPG), nas matas, a que chamavam de Terras Livres de Angola, durante os 27 anos de guerra fratricida. A Resistência Popular Generalizada, é a designação da guerra pós-Independência empreendida pela UNITA, sob a alegação de combater o que chamou de “expansionismo russo-cubano”.

Fonte:Angonotícias/jambakiaxi

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This entry was posted on 29 de Junho de 2015 by in Politica, UNITA and tagged , , , .

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