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XII congresso da UNITA começa agitar galo negro

trghk8ioO deputado da UNITA , Abílio Kamalata Numa é a aposta dos militantes da UNITA para substituir Isaías Samakuva durante XII congresso ordinário que ocorrerá nos dias 3, 4 e 5 de Dezembro deste ano.

Um professor univeristário e um juristas ouvidos pelo Novo Jornal saúdam a forma responsável como Isaías Samakuva dirigiu o partido após a morte do líder fundador Jonas Savimbi em 2002.

“Foram 13 anos de muito sacrifício, mas o actual presidente da UNITA soube conduzir o barco a bom porto”, disse o professor universitário Jaime Safeca Paulo. De acordo com o docente, se a UNITA quer dar uma lição de democracia como tem feito, uma recandidatura de Isaías Samakuva contraria absolutamente essa realidade.

“Os responsáveis da UNITA nos seus discursos criticam a permanência no poder do Presidente da República. Uma recandidatura de Samakuva para um outro mandato contradiz a democracia que eles dizem defender”, referiu.

O jurista Paulo Sungamy corrobora com o docente universitário acima referido salientando que mais uma vitória de Samakuva no próximo congresso, o arrastava para 18 anos na presidência da UNITA. “Ninguém dará mais ouvidos a qualquer dirigente da UNITAr.

Uma mudança na direcção daria um grande exemplo de democracia em Angola às outras formações políticas”, acrescentou. Algumas vozes no seio do “galo negro” consideram o general na reforma Abílio Kamalata Numa “como é uma personalidade de equilíbrio para dirigir a UNITA, tendo em vista quer a sua postura quer ao respeito demonstrado pelos estatutos do partido”.

“É um membro que não atropela estatutos do partido e não tem rabos-de-palha. Isso confere-lhe o privilégio de dirigir o partido, tendo em vista a alternância do poder que a UNITA almeja”, defendem. Entendem que a UNITA precisa neste momento de um dirigente activo, para colocar o partido no seu devido lugar.

“Se queremos uma diferença em relação a outras formações políticas, então precisamos de um homem forte para, em conjunto com todos os militantes, enfrentarmos o actual regime que luta para fragilizar a oposição em Angola”, disse um militante que pediu anonimato. Em recentes declarações à VOA, Numa disse que iria candidatar-se a presidência da UNITA. “Vou concorrer para me juntar ao esforço nacional genuíno dos angolanos, no seio do MPLA, no seio da sociedade civil e no seio de outros partidos”, disse Numa, adiantando que o fará mesmo que o actual presidente Isaías Samakuva se recandidate.

“Não vou recuar em relação a essa pretensão porque acho que Angola está em primeiro lugar e o curso que as coisas têm estado a tomar nos últimos tempos são momentos que me preocupam. São momentos que me levam a dizer que teremos de encontrar outra forma de fazer política neste País”, assegurou. Entretanto, Numa defendeu que, sendo Samakuva um militante importante, ele deve ser o cabeça de lista da Unita para as eleições gerais de 2017.

“Temos que estar conscientes de que o presidente Samakuva devia representar o partido nas eleições de 2017, porque foi ele quem trouxe o partido até aqui”, defendeu o general. Uma semana antes, Isaías Samakuva admitiu ter vontade de abandonar a liderança do partido, depois de três mandatos, mas reiterou que tudo vai depender da vontade dos militantes. Entretanto, a agenda do evento prevê a eleição dos órgãos do XII congresso ordinário; a apresentação e discussão do Relatório da Comissão Política e Avaliação do Desempenho dos órgãos do partido no período de 2011 a 2015; reavaliação da linha político-ideológica, Estratégica, Programa e Objectivos do partido; revisão dos Estatutos; aprovação de Resoluções, eleição do presidente da UNITA para o período de 2015- 2019, eleição da Comissão Política da UNITA para o período 2015-2019.

Uma comissão coordenadora, liderada pelo vice-presidente do partido, vai orientar o congresso, coadjuvada por subcomissões, uma delas que se encarregará da recolha dos subsídios que virão da sociedade angolana.

Outro aspecto que marcará o conclave é a observação externa, para garantir transparência. Samakuva assumiu a presidência da UNITA em 2003, logo após a morte do seu fundador Jonas Malheiro Savimbi. Eleito durante o nono congresso daquele partido, derrotou Paulo Lukamba Gato e Dinho Chingunji. Assumiu na altura uma UNITA destroçada, tal como ficou o País, após a destruição massiva deste partido.

Durante os primeiros anos no poder, procurou unificar uma UNITA perdida nas matas, posicionar-se na sociedade como um partido novo e disposto a viver num estado de paz, organizando-se para os desafios eleitorais. Em 2007 realizou-se o décimo congresso, no qual Ngola Samakuva foi reconduzido no cargo que ocupa desde 2003 e onde Abel Epalanga Chivukuvuku, agora ex-político da UNITA, foi o opositor de Samakuva.

Fonte:Angonotícias/Jambakiaxi

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This entry was posted on 11 de Agosto de 2015 by in Politica, UNITA and tagged , , , , , , , , .

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