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O mundo noticioso sem preço

Baixa do petróleo deve fazer crescer déficit orçamental angolano

srgeO mês de Agosto tem sido um pesadelo para o sector petrolífero. O preço do petróleo, que já vem caindo há meses, não pára de baixar. Só na segunda-feira (24.08), o valor do barril de Brent chegou a descer 6,5%, atingindo uma baixa de 42,51 dólares. Há mais de seis anos que não se registaram preços tão baixos. Segundo Jane Morley, editora regional da equipe África da revista britânica The Economist Intelligence Unit, o problema teria sua base numa incompatibilidade mundial entre oferta e demanda, liderada pela desaceleração da economia chinesa.

“Há grandes preocupações de que a demanda chinesa irá crescer menos que as previsões. Há muito petróleo e não tanta compra como se esperava, o que fez os preços caírem,” explica.

Um verdadeiro desastre para economias baseadas no comércio internacional do crude, como é o caso de Angola. O petróleo responde por cerca de 80% das receitas do Estado. Em janeiro, a previsão da The Economist era de que o déficit orçamental angolano aumentasse em 6% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. Mas com os últimos desenvolvimentos, a expectativa agora é de que o país feche 2015 com um aumento do déficit acima dos 8% do PIB.

A solução seria um grande corte nos gastos, uma vez que a diversificação da economia levaria anos para se concretizar.

“Estamos céticos de que eles estejam preparados para cortar gastos num montante necessário, porque o Governo angolano está cada vez mais nervoso com inquietações políticas e agitações públicas. Se o Governo angolano disser que irá cortar subsídios, por exemplo, estão temerosos de que isso faria a população explodir,” avalia.

Nas previsões para o crescimento da economia angolana, a The Economist é mais positiva. Espera um crescimento de 2,5% para este ano e de 5% para 2016, o que pode ter impactos positivos para o déficit orçamental no próximo ano. Até lá, a editora regional da equipe África da The Economist Intelligence Unit, acredita que o Governo angolano buscará outras saídas.

“Provavelmente estão tentando receber linhas de crédito do Brasil e devem tentar também da China, em termos não tão favoráveis como no passado. Receberam um empréstimo do Banco Mundial em julho passado e a garantia de uma porção específica de empréstimos internacionais para Angola. O FMI [Fundo Monetário Internacional], eu diria, é último recurso,” conclui.

Fonte:Angonotícias/Jambakiaxi

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This entry was posted on 26 de Agosto de 2015 by in Politica and tagged , , , , , , , , , , , .

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