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Angola e Botswana apostam no reforço da cooperação bilateral

gegthCerca de 40 anos depois do estabelecimentos da cooperação entre as repúblicas de Angola e do Botswana, os dois estados apostam, novamente, no seu reforço, com a visita de Estado que o Presidente, Seretse Khama Iam Khama, efectua ao país de 12 a 14 do corrente.

Entre os vários domínios desta cooperação, há a destacar alguns como o da agricultura, que na visão do ministro angolano Afonso Pedro Canga já tem existido em áreas como a de veterinária, da formação profissional, bem como a importação de vacinas e medicamento de uso veterinário deste país.

“O que estamos a preparar são instrumentos de cooperação, concretamente um Protocolo de Cooperação no Domínio do Agricultura, um Memorando de Entendimento no domínio dos Serviços Veterinários, bem como vamos intensificar a área de formação e da investigação científica ao nível da pecuária”, acrescentou.

Disse que o Botswana, de facto, tem bons laboratórios, uma indústria de vacinas e medicamentos veterinários certificados que Angola gostaria de aproveitar.

“A nossa área veterinária, principalmente a de produção de vacinas, a rentabilização dos laboratórios que temos, incluindo a área da investigação científica”, poderiam igualmente beneficiar com isto, segundo o governante.

Já em relação a energia e água, o ministro João Baptista Borges referiu que os dois países partilham a Bacia do Okavango, rio Cubango, cuja gestão é da responsabilidade de uma  comissão conjunta, na qual está inclusa a Namíbia.

Explicou que, em relação a isto, foi criado um Plano de Acção que promove a utilização da bacia em prol do desenvolvimento das populações de cada um destes três países, sendo que existe um Conselho de Ministros que neste momento faz esta concertação das acções necessária para que haja uma gestão partilhada destes recursos.

“É de facto um programa que tem trazido benefícios mútuos entre nós e, naturalmente, vamos continuar a aprimorar no sentido do desenvolvimento das acções programadas”, disse.

Por outro, acrescentou o ministro, existem também interesse com o Botswana de se estabelecer parcerias naquilo que tem a ver com a promoção do acesso à electricidade das populações que vivem nas zonas de fronteira.

Neste domínio, salientou, terão lugar nos próximos dias discussões do ponto de vista técnico sobre como poderão levar a cabo um primeiro projecto de produção de energia e electrificação das regiões fronteiriças.

Já em relação ao domínio da Indústria, a ministra Bernarda Martins salientou que “até ao momento não houve registo de cooperação bilateral ou outro tipo em que envolvesse o Botswana no domínio da indústria transformadora”.

Neste sentido, disse, “nós ficamos de apresentar uma proposta de um Memorando de Entendimento, que venha a ser trabalhado entre as respectivas áreas dos dois países, onde serão propostas algumas acções que têm haver, fundamentalmente, com a política industrial”.

Considera existir, de facto, um potencial a ser explorado, pelo que as acções nesta área se cingirão naquilo que são acções ligadas a gestão de Pólos Industriais, financiamento à industria, estratégias para o desenvolvimento industrial e outras em aspectos relativos à qualidade, inovação e tecnologia.

Em relação à cooperação no domínio da Geologia e Minas, o ministro Francisco Queiroz salientou que trabalhos estão a ser desenvolvidos no sentido de se estabelecer um acordo de cooperação, porque a estratégia do Executivo em termos de recursos naturais é a de uma relação estreita com os países que possuem uma continuidade geológica com Angola, que são aqueles que estão mais próximo geograficamente.

Neste sentido, argumentou, o Botswana claramente tem esta continuidade e as áreas vão voltar a abordar a possibilidade de estabelecer-se este protocolo, para que se possa dar início ao estabelecimento de uma relação mais sistemática.

Francisco Queiroz referiu que interessa esta relação com o Botswana, neste domínio dos recursos naturais, pelo facto de possuírem uma boa experiência, com uma exploração de diamantes muito próspera, tornando-o no segundo maior produtor mundial, bem como o facto de a sua economia girar muito à volta deste mineral, com a exploração da sua fileira (da prospecção até a produção de jóias) muito bem conseguida.

“A intenção é a de saber como é que eles fazem esta gestão, tal como o facto de não possuírem uma mono dependência, como a que nós temos do petróleo. Eles têm uma diversificação, que embora esteja em curso já produz resultados, dai o interesse em conhecer a sua experiência”, salientou.

Fonte:Angop/Jambakiaxi

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This entry was posted on 13 de Outubro de 2015 by in Politica and tagged , , , , , , , , , , , , , .

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