JambaKiaxi

O mundo noticioso sem preço

O erro de Isaías Samakuva

SamakuvaÉ costume dizer-se que errar é humano. Mas repetir sempre os mesmos erros é diabólico. Isaías Samakuva esteve em Portugal onde mais uma vez cometeu erros políticos de palmatória que justificam a sua incapacidade para liderar a Oposição e até o seu partido.

Ir a um país estrangeiro anunciar para breve a queda do Governo Angolano, democraticamente eleito, rejeitar o sistema constitucional e ignorar os resultados de eleições livres e justas são atitudes que revelam uma prática antidemocrática preocupante.

Felizmente os angolanos são sensatos e mantêm uma grande firmeza na defesa do regime democrático. Não se deixam guiar pelos ventos dos outros. Neste mês de Novembro celebramos 39 anos de Independência Nacional, que foi conquistada com muito sangue, suor e lágrimas.

Nestes 39 anos da Independência Nacional, não podemos ficar indiferentes ao sangue derramado pelos melhores filhos de Angola, valorosos combatentes que souberam construir uma Nação. Também por isto, as declarações de Samakuva em Lisboa vieram no pior momento.

Mas a proeza maior é a de alguns analistas políticos que se comportam como puros activistas de projectos políticos que valem zero. Esses derrotados da vida até se serviram da situação no Burkina Faso para fazerem paralelismos com o nosso país. Ignoram que a aprovação da Constituição da República ocorreu em 2010, de forma legítima, pelo Parlamento resultante do sufrágio de 2008. Pode não haver acordo em muitas matérias, mas o espírito e a letra do texto constitucional correspondem ao que todas as forças políticas então presentes aspiravam. Por isso, não prevemos que venha a ocorrer alguma mudança constitucional nesta legislatura.

Em segundo lugar, não podemos ignorar a nossa história política e devemos lembrar que José Eduardo dos Santos chegou à Presidência da República num momento difícil, em nada comparável com o que se passou noutros países.
O Presidente da República logo no primeiro dia do seu mandato teve que resistir aos que pretendiam “somalizar” Angola e impor aos angolanos um regime de “apartheid”, às claras ou camuflado por trás de um biombo chamado UNITA. José Eduardo dos Santos tem revelado sempre grande capacidade para unir e reconciliar os angolanos que viveram episódios únicos como a coabitação parlamentar com uma força política que nas matas recusava a ordem e o Estado que dizia defender na Assembleia Nacional.

Isaías Samakuva tem todo o direito de não gostar do Presidente da República. Mas como líder de um partido representado na Assembleia Nacional tem o dever de respeitar todos os titulares dos órgãos de soberania. E por maioria de razão, o Chefe de Estado, símbolo vivo da Nação. A qualquer cidadão angolano se exige respeito pelo Hino Nacional, a Bandeira Nacional e o Chefe de Estado.  Quando o líder da UNITA se comporta como os ressabiados colonialistas de Lisboa e junto deles lança lixo sobre Angola e o nosso regime democrático, está a colocar-se, de cócoras, ao nível de João Soares e outros epígonos do fascismo salazarista. Eu bem sei que Isaías Samamkuva foi um aprumado e orgulhoso cabo do Exército Português. Mas ficava-lhe bem mudar de mentalidade. Pelo menos, assumir a pose de coronel de Savimbi, quando nas bases das forças de defesa e segurança do regime de apartheid, combinava operações militares contra Angola, das quais resultavam numerosas vítimas civis.

Ninguém quer que Isaías Samakuva se ponha de joelhos a pedir perdão pelas traições a Angola, a África e ao mundo democrático, quando serviu garbosamente o regime de Pretória. Mas pelo menos que mude de registo. É tempo de se comportar como um angolano.

Desde que o Presidente José Eduardo dos Santos e os seus valorosos combatentes conquistaram a paz em 2002, todos ficámos a viver muito melhor. As conquistas alcançadas desde então, testemunham a dimensão de um grande líder que soube lutar pela defesa da Pátria e sabe agora engrandecê-la. Longe vão os tempos em que rastejávamos atrás dos camiões do PAM por causa de um litro de óleo e um quilo de fuba de milho.
O que hoje temos não faz esquecer o muito que ainda há para fazer no combate à pobreza e na melhoria da qualidade de vida, em todo o país. Mas devemos reconhecer que tudo está a ser feito e em alta velocidade, para melhorar o que está mal e realizar o que falta fazer.

A economia angolana continua a crescer e os angolanos estão unidos em prol do progresso, da justiça e da solidariedade. Não vamos aceitar novamente interferências que promovem e semeiam a discórdia. Samakuva e seus apoiantes já tiveram muito tempo para perceber esta realidade. Como não percebem, estão cada vez mais isolados. Não são comentadores políticos que valem zero e nem a eles se representam, que vão dar-lhes a mão para saírem do pântano onde voluntariamente se meteram.

Fonte: JA/Jambakiaxi

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: